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quinta-feira, 25 de março de 2010

fazendo em casa

A BELEZA NATURAL DO BAMBU ARTESANAL

O suave rolar das águas nas pequenas fontes de jardins, já sabemos que provoca sensação de bem estar e relaxamento, o que faz com que as fontes, cada vez mais sejam importantes aliadas não só estéticas em nossos ambientes, mas também como elementos que podem reduzir nossos níveis de estresse.

Mas quando as fontes são, além de bonitas e criativas, realizadas em material natural como o bambu, o resultado parece ser melhor ainda, porque o naturalismo que é agregado ao ambiente, pode recriar mais facilmente uma ambientação da natureza, que em muitas situações não podemos encontrar em nosso dia a dia de trabalho em uma grande cidade.

Esse pequeno pedaço de natureza pode ainda ser recriado nos espaços mais exíguos, seja naquele cantinho junto ao muro do jardim, ou mesmo em um pequeno jardim de inverno criado em um prisma de ventilação da construção, como o ambiente da foto ao lado.

Observe na foto ao lado que são basicamente 3 recipientes feitos do bambu mais largo (tipo taquaruçu) de alturas diferentes, e em cada um é inserido um caninho, que nada mais é do que um bambu mais fino, com um corte em ângulo na extremidade, para que a água escorra adequadamente. É preciso fazer um furo no recipiente de bambu, utilizando uma furadeira, para que seja encaixado o caninho de bambu.

Você deve utilizar silicone junto ao caninho, para vedar bem e não haver vazamento de água pelo furo. Evite utilizar qualquer tipo de cola que seja rígida, já que a melhor aderência nesse caso será dada por colas epóxi de textura final plástica, que irão acompanhar facilmente os movimentos de retração e dilatação do bambu, quando submetido as variações térmicas. A vedação plástica ou flexível será então dessa forma, bem mais eficiente e durável.

A água passa do recipiente 1 para o 2 e deste para o 3, e depois cai em outro recipiente embutido no chão entre as pedras. Esse último recipiente pode ser de outro material como a cerâmica ou terracota por exemplo, e nele deve ser inserida a pequena bomba de aquário, imersa na água, que irá bombear a água para cima, através de mangueira de borracha flexível (mangueira cristal). Essa mangueira parte da bomba e é embutida entre as pedras ou no piso, seguindo por dentro do recipiente número 1, que irá reiniciar o processo de queda d’água.

Nas criativas fonte projetada por Sônia Salvador, foi utilizado um fundo forrado em bambus bem fininhos, para compor um painel que irá entre outras funções, esconder a mangueira flexível que conduzirá a água do último recipiente para o primeiro.

No ambiente da designer e paisagista Sônia Salvador, a profissional associou a linguagem de um design moderno e urbano, com a criativa fonte de bambu, onde a água passa sempre do recipiente mais alto para o mais baixo, e ao fim, retorna ao ponto mais alto através do uso de uma pequena bomba de baixa potência, como aquelas utilizadas em aquário.

A idéia certamente valorizou um cantinho da edificação e agregou qualidade aos ambientes internos, contíguos ao pequeno e valoroso jardim.

Você pode imaginar a diferença entre sentar-se em uma sala onde é possível usufruir visual e sonoramente de um ambiente como esse, da situação de sentar-se e vislumbrar apenas uma parede ou um muro fechado a sua frente.

O funcionamento desse tipo de fonte é bem simples e com poucos recursos é possível executar um belo trabalho e valorizar os espaços em seu jardim.
Existem artesãos que executam trabalhos bem elaborados e mais complexos com o bambu, e nós aqui daremos as dicas básicas do processo, para você mesma fazer ou solicitar a sua fonte de um profissional. Jardim Interno com fonte em bambu

Fonte de parede em jardim interno

Fonte de parede em jardim externo

Observando a fonte, percebemos que a pequena bomba está situada no interior do último recipiente, ou seja, o que está mais baixo e na vertical. A mangueira flexível conduz, por trás do painel, a água bombeada desse recipiente até o primeiro, mais alto, que reiniciará a queda d’água. Esse tipo de painel é visual e sonoro, e contribui não só para quebrar a monotonia de um muro rígido, mas também agrega valor ao ambiente, principalmente quando ele é visto de dentro da edificação.

SUCULENTAS E CACTÁCEAS

Nome científico: Epiphyllum oxipetalum
Nome Popular: dama-da-noite; rainha-da-noite, bela-da-noite.
Família: cactaceae.
Origem: México e Guatemala.
Flores: verão (fevereiro-março)
Características: Cacto epífito nativo na mata equatorial, de floração noturna ocorrente entre o período de meia-noite ás 6 horas da manhã. Ao amanhecer a flor se fecha. A planta precisa de sol-pleno para que ofereça uma florada exuberante.

Horta orgânica doméstica garante alimentos mais saudáveis; saiba fazer

Folhas como alface (foto) e couve estão entre as espécies mais comuns em hortas caseiras
  • Folhas como alface (foto) e couve estão entre as espécies mais comuns em hortas caseiras

Dispor de uma horta orgânica no quintal de casa é o meio mais seguro de garantir a procedência e o frescor dos alimentos à mesa. Muitos lamentam não ter espaço amplo e iluminado o bastante para cultivar suas próprias frutas, verduras e legumes, mas o que poucos sabem é que bastam 10 metros quadrados de terra com incidência de luz direta por algumas horas ao dia para criar uma horta doméstica produtiva. Isentas de agrotóxicos e insumos artificiais, hortaliças cultivadas organicamente são sinônimo de alimento mais saudável e sustentável. Afinal, seu plantio contribui para a preservação da fertilidade do solo, da qualidade da água e dos demais recursos naturais, além de gerar espécies mais nutritivas.

Para realizar esse tipo de plantação, os cuidados começam pela análise das condições locais, a definição da área a ser utilizada e a escolha do tipo de hortaliça que será produzida. Diferentes espécies podem ser cultivadas, desde que respeitadas suas particularidades em relação à demanda por nutrientes, sol e água. Entre as mais comuns estão produtoras de raízes (cenoura e rabanete), bulbos (cebola), folhas (alface e couve), frutos (tomate) e flores (couve-flor e brócolis).

É importante que o local de implantação da horta seja de fácil acesso e com bastante insolação. Os canteiros devem ter entre 40 e 50 cm profundidade, conforme a necessidade de espaço para o desenvolvimento das raízes.

O sucesso da plantação vai depender, principalmente, das condições do solo, que deve ter a textura adequada – em geral fofa e porosa – além de características químicas e biológicas propícias. A bióloga Cleusa Maria Mantovanello Lucon, pesquisadora do Instituto Biológico de São Paulo, explica que, no Brasil, os solos costumam ser ácidos. Por isso, na maioria das vezes, recomenda-se corrigir essa condição com a aplicação de calcário dois meses antes de iniciar plantio. “Os solos brasileiros também costumam sofrer de deficiência de fósforo, daí a necessidade de introduzir fontes de fósforo, como a farinha de ossos”, revela.

De acordo com a espécie, o plantio pode ser tanto direto, colocando-se a semente no local onde a planta irá se desenvolver, quanto em sementeiras.

É importante respeitar sempre o espaçamento exigido por cada planta. Além disso, regas constantes realizadas sempre nas horas mais frescas do dia são fundamentais, para fornecer água para germinação da semente, desenvolvimento da planta e solubilizar os nutrientes do solo. Em pequenas áreas, a irrigação pode ser feita com mangueira, regador ou ainda sistema de irrigação por aspersão.

Solo fértil, horta produtiva
A grande diferença entre o cultivo tradicional e o orgânico diz respeito à adubação. Na horta orgânica utiliza-se material vegetal e animal, como húmus de minhoca, esterco curtido e adubação verde (folhagens e leguminosas). O adubo pode ser adicionado ao plantio, antes da introdução das mudas, ou servir de cobertura do solo. Nesse caso, é acrescido nas fases posteriores, quando a planta requer força para formar cabeça, frutificar, rebrotar ou amadurecer os frutos. A compostagem doméstica, feita com matéria orgânica transformada em húmus, é uma ótima parceira da plantação orgânica. No primeiro ano de vida da horta, o mais indicado é utilizar aproximadamente dois quilos de composto por metro quadrado de canteiro. Para manutenção, a dica é incorporar, a cada três meses, entre 5 e 10 litros de composto orgânico por metro quadrado de horta.

Um procedimento crucial para uma horta bem sucedida é a rotação de culturas, evitando o plantio sucessivo de plantas da mesma família (folha, raiz, flor, fruto). Isso diminui consideravelmente as chances de aparecerem doenças e pragas, sem contar que possibilita melhor aproveitamento dos nutrientes disponíveis.

Outra recomendação é estar sempre de olho na presença de invasores. Embora possam comprometer o desempenho da sua horta, a intervenção contra pragas e insetos só deve acontecer quando os ataques estiverem causando prejuízo sério à plantação. O controle pode ser feito com a utilização de produtos como biofertilizantes, pasta de sabão, agentes de controle biológico ou preparado à base de plantas. “Os ataques podem, ainda, ser minimizados com práticas como a rotação de culturas, melhor nutrição de plantas e com a presença de inimigos naturais, como pássaros e joaninhas”, ressalta a pesquisadora do Instituto Biológico.

Reaproveite o lixo orgânico como adubo com a compostagem doméstica

Os minhocários domésticos dão mais eficiência à compostagem. Esses são da Morada da Floresta e funcionam com 3 caixas de plásticos empilhadas. Custam a partir de R$ 152
  • Os minhocários domésticos dão mais eficiência à compostagem. Esses são da Morada da Floresta e funcionam com 3 caixas de plásticos empilhadas. Custam a partir de R$ 152

Solução eficaz para reciclagem de lixo orgânico, a compostagem doméstica é uma prática de múltiplos benefícios. Primeiro, pelo impacto positivo ao meio ambiente, ao reduzir em até 75% o volume de resíduos orgânicos depositado nos aterros sanitários. Segundo, porque possibilita a fabricação de fertilizantes nutritivos para uso em hortas, vasos e jardins a custo zero.

Praticamente todo o resto de alimentos pode ser transformado em composto. Cascas de frutas, legumes e ovos, borra de café, saquinhos de chá, podas de jardinagem, guardanapos de papel e palitos de fósforo são alguns exemplos. “Até mesmo sobras de alimentos cozidos e estragados, desde que em quantidades moderadas, podem ir para a composteira”, revela Gabriel Morales, Gerente do Projeto Composteira para Todos do Morada da Floresta, residência ecológica em São Paulo.

A qualidade do produto final vai depender do tipo de resíduo depositado na composteira. Em geral, quanto maior a diversidade dos materiais depositados, melhor será a qualidade do produto gerado. “O resíduo ideal é aquele de origem vegetal e ainda cru. Carnes, gorduras, fezes de animais domésticos e alimentos já cozidos ou fritos devem ser evitados”, recomenda João Paulo Duarte Diniz, membro Rede Permanece - entidade de difusão e prática da Permacultura (sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis) no Ceará.

Como fazer?
Diferente do que muitos imaginam, criar uma mini estação de tratamento de lixo dentro de casa é muito simples. O primeiro passo é implantar uma composteira, recipiente no qual serão armazenadas as sobras orgânicas. Ela pode ser produzida a partir de caixotes de madeira ou de tonéis plásticos. A composteira também pode ser adquirida com minhocários.

O recomendável é instalá-la no quintal, em local de fácil acesso e de acordo com a área disponível e a quantidade de resíduos que se quer aproveitar.

César Cassab Damma, permacultor do Minhocasa, entidade de ensino ambiental em Brasília, explica que os minhocários fornecidos em kits são interessantes principalmente para compostagem em áreas menores. “Por ser mais compacto e fechado, a vermicompostagem (compostagem feita com minhocas) é bastante segura e conveniente para uso em casas e apartamentos”, diz César, que disponibiliza minhocários domésticos para atender às necessidades das famílias de duas, três ou quatro pessoas. Nos Estados Unidos e na Europa, já há quem ofereça composteiras eletrônicas, que criam ambientes controlados para a deterioração dos materiais e realizam o processo de compostagem, que normalmente demora meses, em apenas duas semanas.

Com a composteira a postos, basta depositar o material orgânico, previamente separado. A mistura deverá ser coberta com folhas, serragem e esterco seco misturado com terra e, finalmente, ser molhada. Esse é um cuidado importante, pois o processo de decomposição depende de arejamento e umidade. Também por isso, nos meses seguintes, o monte deverá ser revirado e regado.

O composto estará pronto para ser usado quando estiver homogêneo, com aparência e cheiro de terra. O rendimento aproximado para cada quilo de matéria orgânica depositada é de 300 a 500 gramas de composto, em média.

Uma preocupação constante de quem é inicia a prática da compostagem é com a emissão de odores desagradáveis, o que acontece quando o processo não foi bem conduzido. Para evitar esse inconveniente é necessário redobrar atenção para com a seleção dos materiais a serem compostados.

Outra dica é sempre cobrir todo o resíduo fresco com algum material seco. “Pode ser serragem grossa, facilmente encontrada em serralherias, folhas secas, palha seca, podas de jardim trituradas e secas e até papel jornal picado”, diz Morales. Segundo ele, seguindo esse procedimento, a compostagem não emitirá nenhum cheiro desagradável. A escolha do modelo da composteira também é fundamental. “Ela deve permitir que o composto seja facilmente aerado e ser, ao mesmo tempo, bem fechada”, explica João Paulo Diniz.

O cuidado com a seleção dos resíduos e a inserção de resíduos secos na camada superior também é importante para não atrair ratos e insetos. Restos de comida até são bem vindos na composteira, mas carnes, gorduras e ossos, jamais. A presença desse tipo de resíduo pode atrair ratos e pragas do gênero. DivulgaçãoComposteira eletrônica promete realizar a compostagem em apenas duas semanas O que pode ser compostado?

• Cinzas de madeira provenientes de lareiras ou de fogão a lenha;
• Penas de galinha, peru e outras aves são muito ricas em nitrogênio, facilitando o processo, pois esse é um dos elementos importantes para a reação química da compostagem;
• Lixo orgânico de cozinha: Praticamente todo o lixo pode ir para a composteira, exceto gordura animal, que tem uma difícil degradação, e restos de carnes, que costumam atrair animais, vermes e moscas;
• Aparas de grama;
• Conchas (ostras moídas, conchas de lagostas);
• Feno ou palha: Em pequenas quantidades, pois necessitam de uma grande quantidade de nitrogênio para se decompor;
• Podas de arbustos e cerca viva;
• Folhas;
• Jornais: Em pequenas quantidades, pois são grandes fontes de carbono;
• Serragem: Deve ser alternada com esterco, pois apresenta degradação lenta;
• Algas marinhas.

O que não pode ser compostado?
• Carvão mineral e vegetal: Possui quantidade excessiva de enxofre e ferro que são tóxicos para as plantas. Também apresentam muita resistência à decomposição;
• Gordura animal e restos de carnes;
• Papel colorido: Possui tintas tóxicas e não biodegradáveis. Devem ir para reciclagem especial de papéis;
• Resíduos não biodegradáveis: Resíduos de plásticos, vidros, alumínios e roupas possuem material sintético que não são biodegradáveis e que poderão prejudicar o solo:
• Plantas doentes:
• Fezes de animais de estimação:
• Lodo de esgoto:

• Produtos químicos tóxicos.